sábado, 14 de setembro de 2024

Num dia de setembro eu disse

Num dia de setembo eu disse:"Estou inclinada a obviedades, fruto das dores de amores.É um vazio no peito, é choro, é lamento...as vezes é revolta e nessa hora que razão me toma e percebo que não há nada que possa fazer" E realmente não podia, eu disse: "Sim, meu caro, gostaria de ter o poder de mudar, fazer com quem não me ama amar e não amar a quem ama. Avisei que estava propensa a obviedades." Naquele dia eu estava "perdida, desiludida, fruto das dores de amores." Mas eu sabia "que só é (era) preciso paciência, que o tempo há(iria)[de]apagar qualquer sofrimento físico, moral e toda magoa. E eu temia "perder o rumo. Não sei se a decepção com o amor - que julgava maior e resistente a fenômenos naturais e até o mais poderoso deles: o tempo." Eu estava errada, era e é maior que o tempo. E aqui eu estava certa "- me tornará incapaz de amar?...penso que não". Nosso amor não sucumbiu por tão pouco, ficou maior e mais especial. E se todos no mundo tem sua cota de amor maior, eu encontrei o meu, ele está na minha vida todos os dias. Naquele dia de setembro eu sentia "o cheiro de boas novas, apesar da dor latente." E eu estava certa, as boas novas chegaram, era você de novo e sempre. Dada a obviedades, fruto das dores de amores, as dores que construiram a certeza de que você era meu lugar no mundo, meu alicerce, minha força diária, meu amor, meu tudo. Te amo tanto e sempre.